PÉTRUS 2014
Conhecido como um dos vinhos mais caros e renomados do planeta, Pétrus é um dos raros bordaleses que não utiliza a denominação "château". Embora os vinhos não sejam classificados em Pomerol, os amantes e profissionais facilmente atribuiriam a Pétrus a menção de "Super premier cru", se ela existisse. Pétrus não é um château, é um terroir lendário, o cru inacessível que apenas alguns eleitos têm a sorte de levar aos seus lábios.
Os primeiros proprietários conhecidos de Pétrus foram a família Arnaud, que possuía a propriedade desde os anos 1830 até o fim da Primeira Guerra Mundial. Foi no final desse período que os vinhos de Pomerol ganharam reputação.
Pétrus já era reconhecido como o melhor dos Pomerols e seus preços se aproximavam dos grandes crus médocains. Os Arnaud criaram a sociedade civil de Pétrus e, entre 1925 e 1945, as ações foram gradualmente adquiridas por Mme Edmonde Loubat, que se tornou a única proprietária no final da guerra. Em 1947, ela confiou os direitos exclusivos de comercialização ao jovem negociante bordalês Jean-Pierre Moueix. Sua cooperação foi muito eficaz e a reputação de Pétrus ultrapassou fronteiras.
Em 1961, Mme Loubat faleceu e seus sobrinhos dividiram a propriedade.
Em 1964, Jean-Pierre Moueix comprou as partes da Família Loubat e tornou-se, portanto, o único proprietário de Pétrus. Uma de suas primeiras ações foi enriquecer o vinhedo com 5 hectares de vinhas adquiridas do Château Gazin.
Em 2003, foi o filho de Jean-Pierre Moueix, Jean-François, quem sucedeu-o na liderança da propriedade. Embora os Moueix possuam o domínio há meio século, foi o talentoso Jean-Claude Berrouet quem foi diretor técnico por mais de 40 anos. Seu filho, Olivier, é seu digno sucessor desde 2008.
Pétrus agora faz parte dos vinhos mais procurados do planeta. Seu terroir tão particular e os homens que souberam sublimá-lo fazem de Pétrus um cru único, excepcional, uma lenda...
Esta propriedade desfruta de um terroir absolutamente único em Bordeaux: um solo composto quase exclusivamente de argila negra expansiva sobre uma colina que atinge 40 metros de altura. O merlot encontra aqui seu solo predileto. Ele constitui cerca de 96% do plantio do vinhedo. Os 4% restantes são plantados com cabernet franc, a maior parte do qual não integra o blend final. Pétrus produz apenas vinho de alta qualidade (o restante da produção é rebaixado) e, obviamente, não produz vinho branco. A colheita é manual e o envelhecimento dura em média 20 meses (100% barris novos).
Os aromas levam tempo para se desenvolver, indo para o maduro, especiarias e violeta. Graças às argilas frias, o merlot teve tempo para se fortalecer, as colheitas ocorreram entre 23 de setembro e 4 de outubro, e o vinho apresenta uma bela densidade sem a carne dos grandes safras, mas com o mesmo teor alcoólico de 2009 e 2010, 14,5°, e uma bela frescura. 50% barril novo.