Domaine Claude Riffault - Les Chailloux - Sancerre Blanc 2024
O Domaine Claude Riffault é um dos domínios mais procurados de Sancerre, localizado em Sury-en-Vaux, ao norte da denominação. Sob a liderança de Stéphane Riffault, o domínio destacou-se por uma leitura muito precisa dos lieux-dits, com vinhos que ultrapassam amplamente a expressão varietal clássica do Sauvignon Blanc. O trabalho em agricultura biológica e biodinâmica acompanha essa busca por pureza, textura e identidade do terroir. Les Chailloux ocupa um lugar especial na gama, pois este cuvée provém de um terroir de sílex, menos comum nesta área de Sancerre do que os solos brancos ou as caillottes. Este solo confere um vinho mais fumado, mais tenso, mais apertado, com uma mineralidade frequentemente muito profunda. A safra 2024, mais fresca e delicada, reforça essa impressão de precisão e verticalidade. Este Sancerre Blanc Les Chailloux 2024 destina-se aos apreciadores de brancos do Loire elegantes, salinos e capazes de envelhecer com elegância.
O cuvée Les Chailloux 2024 é elaborado exclusivamente a partir de Sauvignon Blanc, a casta emblemática de Sancerre. As uvas provêm de um lieu-dit situado em Sury-en-Vaux, onde os solos de sílex conferem uma assinatura muito diferente dos terroirs calcários da denominação. Aqui, o Sauvignon ganha em profundidade mineral, tensão fumada e relevo, com uma expressão menos imediatamente aromática, mas mais estruturada. A vindima manual permite uma seleção cuidadosa das uvas, essencial para preservar a precisão da fruta e o equilíbrio do vinho. A fermentação com leveduras indígenas acompanha a expressão natural do local, sem tentar suavizar o caráter da safra. O envelhecimento em demi-muids de carvalho francês neutro confere textura, profundidade e uma ligeira pátina, sem imprimir um caráter amadeirado dominante. O resultado esperado é um Sancerre de grande definição, tenso, pedregoso e profundamente gastronómico.
No copo, o Domaine Claude Riffault Les Chailloux Sancerre Blanc 2024 revela um perfil cristalino, fumado e intensamente mineral. O nariz evoca limão maduro, casca de citrinos, maçã fresca, flores brancas e uma nota de pedra de isqueiro característica do sílex. Na boca mostra-se direito, enérgico e esculpido, com uma matéria fina mas persistente. A tensão da safra dá ao vinho uma silhueta esguia, enquanto o envelhecimento traz a textura certa para evitar qualquer austeridade. O final é longo, salino, ligeiramente fumado, com belos amargos que prolongam a sensação mineral. Este Sancerre acompanhará perfeitamente um peixe nobre, ostras, mariscos, uma ave cremosa, espargos ou um crottin de Chavignol afinado. Servir entre 10 a 12°C num copo bastante largo, após uma ligeira aeração, para deixar abrir toda a sua dimensão de sílex.
Casta: 100% Sauvignon Blanc